Review Champions of Norrath: Realms of EverQuest

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Hello Everybody!! Um título que chegou ao Playstation 2 aparentemente com a mesma premissa que Phantasy Star Online (Dreamcast), a de dissipar as barreiras do que conhecemos hoje como MMORPG, trazendo um pouco de sua fórmula para os consoles de mesa.

CoN: Realms of EverQuest foi desenvolvido pela Snowblind Studios e carrega consigo variadas características que já deram certo em outros de mesmo gênero e estilo – normalmente vistos nos PCs; O "matar e empilhar" típico dos Hack & Slash se faz presente da mesma forma que a popular e bem sucedida franquia Diablo, por exemplo.
As singularidades do aqui destacado nos parágrafos seguintes.

Tempos obscuros de uma aliança inesperada
Os tempos são de um futuro incerto e possivelmente caótico. Diante desta época nós jogadores interpretamos Campeões das terras de Norrath, contudo em nenhum momento possuímos uma introdução adequada de como estamos ali, corretamente selecionados para atuar heroicamente. O fato de que este jogo antecede as aventuras nas mesmas terras do MMORPG EverQuest (publicado pela Sony Online Entertainment) também implica a necessidade de um melhor cuidado com a introdução dos protagonistas na trama, mas o que se vê são personagens genéricos como em muitos títulos. 

Podemos selecionar 5 raças/classes distintas, que são: Humano/Bárbaro, Elfo Florestal/Rastreador, Grande Elfo/Clérigo, Erudita/Mago e Elfo Negro/Cavaleiro das Sombras. Cada personagem pode se distinguir também entre a escolha de sexo e certas modificaçoes estéticas, como cor e estilo de pele, corte de cabelo e sua tonalidade; Algumas raças trazem ainda mais opções, mas são em jogo óbvias aos membros masculinos – barbas, resumidamente.  A variação mesmo que boa poderia ser melhor, mas um grupo no máximo dos até 4 jogadores pode muito bem não se confundir com o leque disponível.

Personalizado completamente nosso avatar virtual e nós mesmos adentramos de vez ao enredo, um que traz como foco inicial o elo dito sempre como impossível entre Orcs e Goblins. No centro desta nova, mas ainda nociva, sociedade está um líder Orc de maiores capacidades intelectuais e físicas. Sob as primeiras ações dessa ameaça dupla o rei dos Elfos Florestais, Leithkorias, nos convoca para não só auxiliá-lo em um contra-ataque nos confrontos que se iniciam, mas também para descobrir o real propósito dessa união.


A progressão toda da história acontece de forma muito direta, uma vez também que a falta de missões paralelas mais diversificadas e empolgantes agrave isso. A automatização gerada sob este aspecto nos entrega também um enredo sem muita expressão, pois seu desenvolvimento infelizmente não traz à tona um momento de grande ênfase memorável.

Padronizado

A ideia de "matar e empilhar" promovida pelos Hack & Slash geralmente coloca seus personagens e trama em 2° plano – tivemos uma nítida idéia do quão genéricos são nossos protagonistas. Os pontos que sempre surgem nas rodas de conversas acabam focando na evolução dos mesmos e também na qualidade de seus equipamentos.

Através de outros pontos que compõem a jogabilidade destaco por início o excesso de mesmice entre os inimigos, algo contraditório e desnecessário em vista a diversificação de ambientes. Espaço para isso não faltou, o jogo foi comercializado em um DVD Dual Layer, ou seja, um com o dobro de capacidade do convencional. O peso desta repetiçao só não é extremo pela falta de respawn (ou ressurgimento) dos mesmos inimigos na maior parte do jogo.


No desenvolvimento dos personagens nada fora do convencional também, onde há evolução dos atributos Strengh (força), Wisdom (sabedoria), Dextery (destreza) e Stamina (estamina), que são melhores aproveitados de acordo com a classe selecionada; Uma árvore de habilidades e magias é disponibilizada para cada classe, entretanto em questão de variedade o Erudita sai ganhando com 17 opções (ainda que nem todas sejam exclusividades).

O nível de pontos atribuídos ao status de força também regula a capacidade em carregar peso pelo personagem. Mesmo com uma média aceitável, auxilidada ainda pela habilidade Endurance (excede o valor máximo do peso transportado), meu Elfo Florestal tinha sempre de ir e vir no lojista mais próximo para então vender itens e equipamentos desnecessários – constante que, de uma forma ou de outra, revela-se como um jeito fácil de enriquecer-se. Com meu amigo em modo multiplayer não foi diferente, seu Elfo Negro sofria da mesma rotina. Se você selecionar uma classe que necessite de evoluções mais rigorosas e particulares, esse fardo pode ser maior e ainda mais exaustivo.

Os combates de CoN são repletos do massivo pressionar de alguns botões, até ai tudo bem, afinal é também um fator comum e esperado para um Hack & Slash. Mas a simplicidade também avança e aponta uma curva de aprendizagem inexistente e uma repetição de movimentos com personagens duros e sem nenhum tipo de dificuldade no manuseio dos diferentes armamentos.

Longe de seu debute e pelo que se compreende de gráficos o título ainda se destaca pelo seu nível de iluminação e cenários. Na modelagem dos personagens o único pecado fica por conta do nível artificial das articulações dos modelos.

Atores convocados para dar voz e vida aos vários seres fantasiosos chegam a criar um trabalho de dublagem acima da média na maior parte do tempo, dando tom de veracidade. Mas este mesmo áudio sofre, ou quando há uma repentina mudança na trilha sonora, uma sobreposição por demais efeitos, ou mesmo quando o volume do próprio jogo é insuficiente.

As composições nem sempre se destacam, mas faixas como  Waters Edge ou  Theme Act 1, dentre algumas outras, são agradáveis principalmente aos fãs do estilo New Age. Mas indo contra a calmaria deste gênero musical temos como bom representante o tema de Orc Caves:




PC via PS2

O menu para gerenciamento dos personagens é simplista e merecia ser muito mais prático, deixando de lado uma seta para navegação entre abas e seleção de certas ações, ou quem sabe também nos permitindo
(pelo menos) a organização manual dos itens do inventário.


Um Spellbook (Livro Mágico) serve como atalho para magias e habilidades herdadas durante a aventura, mas como você só pode utilizar-se de duas por vez – já que só os botões triângulo e bola são requisitados – a opção não é funcional como deveria. Outro desperdício é que certos itens como bombas ou mesmo pergaminhos poderiam também ser alocados em um tipo de atalho como este, evitando assim o acesso contínuo aos menus para seus usos.

Conclusão da jornada

Na composição de seu conteúdo CoN – Realms of EverQuest garante jogabilidade e ação padrões para amantes deste estilo. A possibilidade ainda atual entre o modo multiplayer para até 4 jogadores é outro atrativo. De acordo com a longevidade considere dois níveis de dificuldade extra e destraváveis, possibilitando a reutilizaçao de personagens já criados. Isso deve ajudar contra a morna aventura principal, que além de tudo é bem curta.



Um bom jogo, mas que poderia ser melhor para sua época de lançamento. Ainda assim o título desenvolvido por Snowblind Studios foi capaz (graças ao seu sucesso) de logo alcançar uma continuaçao, CoN – Return to Arms (2005), que adentrou mais uma vez no universo de EverQuest.

Leonardo Soler

Retrogamer nas horas vagas. Mantém o Game Genius desde 2010 onde a internet ainda não tinha nem luz eletrica. Fã dos Power Rangers (até o PR no espaço). E é complicado o que é melhor, Final Fantasy VI ou Chrono Trigger. Google