The Lord of the Rings: The Return of the King

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A versão da EA do último filme da trilogia épica de Peter Jackson é tão rica, extravagante e luxuosa quanto o filme correspondente.











Gosto de pensar que "conheço" a trilogia de filmes O Senhor dos Anéis como qualquer outro cinéfilo que se preze, mas tenho de admitir que o meu entusiasmo fica muito aquém do fanatismo que, ironicamente, é a razão pela qual me foi dada a tarefa de fazer uma antevisão acerca de The Return of the King.
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Curiosamente, os mais ardentes fãs da referida trilogia do escritório recusam-se a carregar The return of the king no PS2 sem antes verem o filme para não estragarem potenciais surpresas visuais. Eles é que ficam a perder, tenho de dizer; diverti-me a valer ao passear pela Terra Média e ver alguns imagens sugestivas do filme só aumentou ainda mais o meu desejo de vê-lo.







Tal como a oferta do ano passado, As Duas Torres, O Regresso do Rei é um emocionante casamento entre o novo e o antigo. Por um lado, no seu núcleo, o jogo continua a ser uma bela dose de combate com armas brancas à moda antiga, muito semelhantes às aventuras Gauntlet e Golden Axe. No entanto, em contraste com a distinta jogabilidade da velha guarda, O Regresso do Rei está repleto dos mais avançados efeitos e gráficos que alguma vez chegaram à PS2.







Uma irmandade de nove







O formato básico de O Regresso do Rei é semelhante ao formato de As Duas Torres; tens ao teu dispor uma selecção de personagens para cada missão, adequadas às correspondentes cenas no filme. Contudo, desta vez, há muito mais personagens para escolheres e a acção é dividida em três caminhos da história distintos. O primeiro centra-se principalmente em Gandalf, o segundo em Aragorn, Legolas e Gimli e o terceiro nos hobbits, Frodo e Sam. Outras três personagens desbloqueáveis resultam num total impressionante de nove personagens (em comparação com apenas quatro em As Duas Torres).







Embora a estrutura da história te restrinja à utilização de determinadas personagens em níveis específicos, depois de concluíres o jogo, tens toda a liberdade para escolheres qualquer personagem para executar qualquer missão. Tal como antes, as personagens "aumentam" com a experiência à medida que jogas e podes comprar novas combinações com os pontos ganhos após cada missão, pelo que quanto mais jogares com uma personagem, mais eficaz ela se torna.







E... acção!







Um dos principais tópicos de conversa acerca de As Duas Torres era a forma através da qual as cenas do filme se misturavam perfeitamente com as cenas cortadas do jogo, um truque que é repetido com um tremendo efeito em O Regresso do Rei. Enquanto jogava, surgiram alguns momentos em que, subitamente, apercebi-me de que estava a ver sequências cinematográficas no jogo, mas não notei a "junção" quando as filmagens acabaram e começaram as cenas cortadas do jogo.

Tenho de admitir que as filmagens (em grande parte de O Regresso do Rei, mas também da Irmandade e de As Duas Torres) não chegam à qualidade de DVD, o que corresponde ao campo de jogo, mas mesmo assim trata-se de um grande feito.







Mas o drama raramente termina no fim de uma cena cortada. Na verdade, não desliza nem por um segundo. Com a utilização de quase todos os truques conhecidos (cenas de enormes batalhas, eventos do guião e impressionantes níveis de destruição dos ambientes), O Regresso do Rei oferece, provavelmente, a mais espectacular e emocionante experiência de jogo a chegar à PS2 até à data.

Os Orcs aparecem em grande número no ecrã, as batalhas épicas não param de acontecer e os edifícios desmoronam-se perante os nossos olhos. Embora as acções da tua personagem tenham, invariavelmente, um papel decisivo na determinação do resultado de um nível, muito raramente parece que estás numa experiência de um único jogador. Em algumas das maiores cenas de batalhas (tais como no primeiro nível, que mostra a intervenção mesmo a tempo de Galdalf na Batalha de Helm's Deep), sentes mesmo que fazes parte de algo muito maior.







É um dia sombrio para todos os orcs







Os objectivos das missões são variados, muitas vezes utilizando os pontos fortes de uma personagem em particular (tal como a afinidade de Aragorn / Legolas / Gimli para os combates homem a homem, ou a destreza natural dos hobbits), mas a grande maioria dos objectivos tem um aspecto em comum: uma contagem de baixas absolutamente enorme. O teu principal objectivo é algo do género matar X, proteger Y ou manter a posição de Z, mas, durante o jogo, podes contar com combates contra centenas de orcs, goblins, aranhas gigantes e outros terrores de Sauron.







Inicialmente, o sistema de combate é adequadamente acessível aos jogadores menos experientes, mas torna-se mais exigente e gratificante à medida que o tempo passa e que as tuas personagens vão aumentando e melhorando as suas capacidades, obtendo acesso a novas e devastadoras combinações. Para a derrota de cada inimigo, recebes uma classificação (Fair (médio), Good (bom), Excellent (excelente) ou Perfect (perfeito)), dependendo da eficácia do golpe e se sofreste ou não danos dos teus inimigos. Estas classificações contribuem para a classificação final e as pontuações gerais mais elevadas concedem-te preciosos créditos para gastares em actualizações. A eliminação com êxito de vários inimigos numa sucessão rápida coloca a tua personagem no modo Perfect (perfeito), o que significa que cada orc que tenha a infelicidade de entrar em contacto com a tua espada morre mais ou menos instantaneamente.







Demasiados inimigos?







Embora o elevado número de inimigos seja uma das mais impressionantes facetas de O Regresso do Rei, acarreta alguns problemas muito pouco importantes. Apesar do inteligente sistema que transforma quaisquer inimigos posicionados entre a tua personagem e a câmara translúcidos, em determinados pontos do jogo é fácil perderes o teu homem de vista - ou hobbit - no calor da acção. Além disso, as legiões de orcs nem sempre manifestam uma grande inteligência de grupo. No final do jogo, rodeiam-te e iniciam um ataque de todos os lados (tal como farias), mas nas partes iniciais do jogo são menos implacáveis e, ocasionalmente, parecem andar por ali esperando educadamente a sua vez de atacar.









Mas, com toda a justiça, o filme e o livro levam os limites da credibilidade a extremos semelhantes (quer dizer, dezenas de milhares de orcs fisicamente superiores contra umas centenas de cansados e famintos humanos - por favor...). E, afinal de contas, do que trata a trilogia O Senhor dos Anéis senão da vitória do pequeno homem contra um imenso mal?

Leonardo Soler

Retrogamer nas horas vagas. Mantém o Game Genius desde 2010 onde a internet ainda não tinha nem luz eletrica. Fã dos Power Rangers (até o PR no espaço). E é complicado o que é melhor, Final Fantasy VI ou Chrono Trigger. Google